Feira do Livro de Lisboa

Na Feira do Livro percebi, mais uma vez, que eu posso ter escrito o País do Silêncio, mas que não sou quem melhor o diz. Que entre obra e público sou uma ponte, a travessia entre início e fim de uma viagem literária. Que nestes encontros, há sempre reencontros e momentos inesperados. Que sobra carinho e que os nervos são cada vez menos necessários, porque a viagem se faz, mesmo quando a ponte abana.

Obrigada a quem apareceu e a quem contou, aos que vieram a dizer que vinham e aos que apareceram de surpresa, aos que falaram e aos que ouviram. Obrigada também, aos novos amigos da Página A Página e sempre, à Sónia Ribeiro, por andar de ferramenta em punho a apertar parafusos soltos na ponte.

Foi muito bom estar com tod@s.

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2 thoughts on “Feira do Livro de Lisboa”

  1. Olá Rita,
    Acabei de “devorar” o ” No país do Silêncio” ( até o título do livro foi bem escolhido). Foi o livro que levei para este fim de semana prolongado e que me acompanhou nas horas frenéticas de leitura. Comprei o livro na Festa do Avante e no instante em que estava na bicha ( agora tem que dizer fila…) para entrar na tenda decorria a apresentação do livro e eu não fazia ideia de quem era. Gostei do título e na apresentação estava a Ana Margarida de Carvalho, escritora que também descobri há pouco tempo, por mero acaso, e que me maravilhou com a sua escrita e se ela estava ali era porque o livro deveria ser bom. Peço desculpa mas foi assim mesmo que pensei. Quando entrei na tenda ainda decorria a sessão e lá estava o livro de capa cinzenta que foi colocado na pilha dos livros a levar para casa. Isto tudo para dizer que foi um mero acaso ter encontrado o seu livro e que cada vez mais me é difícil descobrir novos autores. Quando morreu o José Saramago, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “e agora? onde vou encontrar outro escritor que me dê tanto prazer a ler?” Não foi preciso esperar muito, eles existem apesar do grande silenciamento que se faz em torno de alguns escritores enquanto que outros são promovidos com tanto alarido pois estão ideologicamente bem situados. Atualmente a minha busca é ir pelos livros premiados de autores que não conheço, mas nem sempre fui muito bem sucedida e a partir de agora vou estar ainda mais atenta ao programa do auditório da festa do livro na Festa do Avante. A personagem que gostei mais do seu livro foi o António, filho e a descrição dos atos de loucura do Artur após o funeral da mãe. Vou ficar atenta ao que for escrevendo e mais uma vez obrigada por este livro!

    1. Obrigada, Teresa. Fico muito contente que tenha devorado, que tenha gostado, e que me tenha comentado. Não tem de pedir desculpa por ter chegado até mim pela Ana Margarida de Carvalho, muito pelo contrário! Neste país em que tão pouco se lê e em que, como diz, é tão difícil uma nova voz conseguir ser ouvida, leitores e escritores têm de dar as mãos. Muito grata e até breve, num novo livro ou numa outra Festa.

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